Subdiagnóstico e subtratamento podem trazer problemas para pessoas com TDAH

Estima-se que cerca de 6 a 11 milhões de brasileiros convivam com o TDAH. Não há um censo oficial que detalhe o número exato de casos na Bahia, mas, aplicando as taxas de prevalência nacionais, projeta-se que o transtorno afete centenas de milhares de pessoas no estado. O panorama sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é o seguinte:

  • No Brasil: O transtorno afeta entre 5% e 8% da população. Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o número de indivíduos com TDAH varia de 2 a 11 milhões. Estudos apontam que os casos diagnosticados subiram consideravelmente, acompanhando uma tendência global.
  • Na Bahia: Não há estatísticas populacionais consolidadas exclusivas para o estado. No entanto, pesquisas realizadas em escolas públicas e instituições de ensino na Bahia, como estudos da Repositório Institucional UFBA, chegam a registrar taxas de prevalência de até 16,6% na população infanto-juvenil estudada.

De acordo com o Sistema único de Saúde (SUS), o Nordeste é apontado como a região com a maior proporção de atendimentos ambulatoriais relacionados ao TDAH no Brasil. Desafio do tratamento: Segundo especialistas, o subdiagnóstico e o subtratamento são grandes problemas, com menos de 20% das pessoas com TDAH recebendo acompanhamento médico e psicológico adequado no país.

Estilo de vida: Privação crônica de sono, estresse diário, ansiedade e esgotamento (burnout) geram “névoa mental”, esquecimentos e dificuldade de concentração, impactando a doença. O diagnóstico é estritamente clínico, feito por uma equipe multidisciplinar (psiquiatras, psicólogos, neurologistas e neuropsicólogos).

Não existe exame de sangue ou imagem cerebral que comprove o TDAH sozinho. Um processo de avaliação seguro inclui: histórico de vida – investigação profunda de como os sintomas se manifestam desde a infância; avaliação de prejuízos – análise se a desatenção traz impactos reais, severos e contínuos; exclusão – descarte de outras doenças físicas e psicológicas.

Assessoria de imprensa nacional:

Jornalista Verônica Macêdo / Verôt Comunicação Integrada

Foto: Noel Tavares

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